Tempo não é brinquedo
Sob a sombra e o medo, palavra é gesto
É ação
É aperto de mão
Receio do dito, do perdido
Palavra é abraço
Tempo é laço
Cavalo
E trama
A quem ama e desama
Desarma, remonta
Tempo é poesia
Afia
Aponta
E desaponta
Tempo é trama e ponte
Ponta amarrada
Flecha lançada
Mergulho profundo
Travessia lenta
Lente, leite e foco
Sob a sombra do medo,
Fica
Ressente
Passa
Trama
Tempo
Brincar é tempo
Mas tempo não é brinquedo
Sob a sombra do medo
O tempo marca (-passo)
Interna
Leva
Morre
Não renasce
Passa e fica
Dita, e apaga
Sob a sombra e o medo,
Sela, consuma
Inuma, revela
Tempo é leite
Leito que resta
Descansa
Espera
Inuma, consuma, revela
Escreve
Tempo é verve
Nasce e morre
Cobra, cobre
Coberta, acoberta
Outro
Ouro
Leve, leva
Flutua
Tempo é lua (nova)
Tempo é sela
Cobra, cobre
Coberta, acoberta
Entre a sombra e o medo,
Tempo é existência
Estrutura, ruptura
Coerência
Mistério e sério
Sob a luz e o medo
Tempo é anti-segredo
Créditos na imagem de capa: Autoral.
Em casa com uma psicopata X - Nada é perdido / Tudo é tempo
Ana Carolina Monay
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História da Historiografia: International
Journal of Theory and History of Historiography
ISSN: 1983-9928
Qualis Periódiocos:
A1 História / A2 Filosofia
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