A partir da segunda metade do século XX, a experiência temporal moderna, caracterizada segundo Reinhart Koselleck (2006) pelo afastamento entre passado e futuro e pelas expectativas de progresso, esmorece diante das catástrofes e dos fracassos de projetos alternativos como o comunismo soviético. Na transição para o século XXI, a crise da historicidade moderna impulsiona um amplo debate em torno da caracterização da temporalidade contemporânea. Em 2003, o historiador francês François Hartog (2013) apontou para o surgimento de um regime de historicidade presentista no qual o presente, marcado pelo dever de memória e pela responsabilidade de evitar novas catástrofes, se estende para o passado e para o futuro.

Contudo, em contraposição a organização da temporalidade a partir de um determinado regime, historiadores como Maria Inés Mudrovcic (2018) e Mateus Pereira (2022) destacam a multiplicidade temporal do presente. Nesse sentido, a historicização do presente demanda a compreensão de um presente aberto para distintas temporalidades e experiências do tempo. Assim, na recusa de uma grande temporalidade axial, é preciso perceber a circulação e mobilização de diferentes cronótopos no século XXI.

Para o historiador húngaro Zoltán Simón (2022), as transformações ocorridas ao longo das últimas décadas do século XX não deslocaram a centralidade do futuro na historicidade contemporânea. Todavia, trata-se de uma expectativa de futuro radicalmente diversa. Enquanto a modernidade projetou um futuro de realizações da razão e da humanidade, o século XXI imagina o futuro a partir da catástrofe e das possibilidades de extinção da espécie humana. Nesse sentido, em vez de operar politicamente para realizar as expectativas previamente delineadas, no século XXI os projetos políticos trabalham para evitar a catástrofe anunciada.

Em partes do espectro da ultradireita contemporânea, esse cronótopo futurocentrado circula entre grupos neorreacionários influenciados pelo pensamento aceleracionista. Para Nick Land (2014), um dos principais intelectuais aceleracionistas, a possibilidade de extinção da espécie humana é acolhida como um projeto político compreendido como alternativa para os impasses vivenciados no século XXI. No iluminismo sombrio (dark enlinghtenment) de Land, a extinção do humano não implica a eliminação dos indivíduos do planeta, mas um processo de aceleração tecnológica capaz de produzir uma nova espécie humana. Nesses termos, as figuras monstruosas e aterrorizantes das simbioses entre humanos e máquinas ou de seres humanos geneticamente modificados tornam-se, para Land, a alternativa possível para solucionar os problemas contemporâneos.

Nessa proposta de fusão maquínica do homem, o político adquire configurações inéditas. O tempo da democracia, baseado, conforme Chantal Mouffe (2015), em uma estrutura agônica marcada pela incerteza de discussões que envolvem indivíduos e perspectivas distintas, aparece para Land como morosidade e lentidão. Os processos e fluxos de informações e de capital, nessa perspectiva, impossibilitam a governança democrática e, por isso, demandam uma política coordenada por indivíduos biônicos capazes de acessar, decodificar e sintetizar enormes massas de dados e variáveis.

No Brasil, o aceleracionismo neorreacionário, ainda que com menor radicalidade, foi apropriado como proposta política pelo recém fundado Partido Missão. O partido é um desdobramento institucional das ações do Movimento Brasil Livre (MBL). Fundado em 2014 em meio aos protestos favoráveis ao impeachment de Dilma Rouseff, o MBL, enquanto movimento político de caráter liberal, elegeu, por meio de outras legendas partidárias, lideranças centrais como Kim Kataguiri. Na tentativa de institucionalizar suas propostas, o MBL formalizou no final de 2025 a criação do partido Missão, que em 2026 apresenta Renan Santos, um de seus fundadores, como candidato para a presidência do Brasil.

O processo de fundação do partido foi acompanhado pela produção do Livro Amarelo. Ironizando os livros Vermelho e Verde, escritos pelo chinês Mao Zedong e pelo líbio Muamar Gaddafi, o Amarelo pretende ser síntese de um projeto político a ser construído futuramente. A versão definitiva, ainda não lançada, foi precedida pela publicação de seis fascículos que apresentam os resultados preliminares das pesquisas produzidas pelos grupos de trabalho vinculados ao partido.

Estabelecendo o ano de 2050 como meta, os seis fascículos (Missão, 2025), publicados ao longo de 2025, diagnosticam um cenário de decadência cultural e política no Brasil. Esse decadentismo impede a realização das potências do Brasil. Assim, para realizar o destino de um Brasil rico, poderoso e livre, o partido aponta para a desdemocratização da sociedade brasileira. Sem os obstáculos oferecidos pelas elites políticas, o Estado, estimulado pela capacidade de síntese de dados proporcionadas pelas Inteligências Artificiais poderá oferecer uma administração técnica e racional para o país.

Nesse sentido, o presente ensaio objetiva investigar como as propostas de uma república tecnológica desenvolvidas pelo Missão, além de se apropriarem de imaginário da ultradireita neorreacionária, estabelecem a aceleração tecnológica como possibilidade de realização dos sonhos de grandeza da nação brasileira. Para concretizar o histórico sonho do Brasil potência, sugerimos como hipótese que o Missão acolhe a distopia como projeto político capaz de impedir a dissolução da nação em meio ao processo que chamam de decadência cultural e frente às ameaças bélicas e políticas nacionais e internacionais.

O primeiro fascículo, intitulado Onde estamos, abre a série com um diagnóstico simbólico do Brasil. Apinhado de subcelebridades virtuais, influencers e pessoas que compraram seu espaço entre seus ídolos, o cruzeiro promovido por Neymar em dezembro de 2023 representa, na perspectiva do partido, um acentuado processo de decadência da cultura brasileira. No navio, estavam aqueles que impulsionam um culto à desinteligência e à negação do trabalho árduo e produtivo. Além disso, também presentes nesse cruzeiro da decadência estavam aqueles que, como o cantor Oruam, com suas músicas e letras enaltecem o crime organizado e elegem traficantes de drogas como protagonistas heroicos.

Nessa simbologia justaposta entre Neymar e Oruam, o diagnóstico oferecido pelo Livro amarelo parte da experiência de um presente ameaçador. A decadência cultural significa, portanto, o desperdício das potencialidades do Brasil. O país do futuro, atravessado pela natureza exuberante e por um amplo e fecundo território, permanece irrealizado diante de seus problemas históricos. Nesse sentido, o Livro Amarelo mobiliza tropos compartilhados por parte significativa do pensamento social brasileiro. Como demonstra Christian Lynch (2019), a estruturação da temporalidade moderna no Brasil estabelece o passado como um peso a ser superado. Com essa superação, o país estaria finalmente livre para um desenvolvimento equiparável ao dos países europeus.

Tal temporalidade, conforme assinalam Fabiana Fredrigo e Libertad Bittencourt (2014), aponta para uma relação específica entre a recorrência do passado e a expectativa para o futuro. Desde os processos de independência, as narrativas históricas acerca de diversos países da América Latina são marcadas por uma dimensão traumática. Nessas narrativas, a persistência do passado colonial, compreendido tal qual um pecado original, bloqueia o futuro das nações. No entanto, as sequentes modernizações frustradas ou incompletas não abalam as expectativas de futuro. Ao contrário, para Fredrigo e Bittencourt, essa dimensão traumática implica a caracterização da América Latina e de suas respectivas nações como espaços de futuro nos quais o vir a ser é permanentemente possível.

Na narrativa histórica produzida pelo Missão, esses tropos e temporalidades adquirem novas configurações. Ao longo dos fascículos, o desejo de realização do futuro de um Brasil grandioso, projetado para o ano de 2050, congrega a vinculação da nação brasileira ao império colonial lusófono a uma proposta de aceleração tecnológica capaz de ultrapassar os entraves presentes em nossa história. Essa trama temporal, partindo das análises de Valdei Araújo e Mateus Pereira (2018), pode ser compreendida no interior de um cronótopo atualista. Assim, para o partido, as novas tecnologias do presente, como as Inteligências Artificiais, figuram como possibilidades para a construção de um Brasil poderoso, rico e livre. Assim, atualizando-se ao ritmo das transformações técnicas, o Brasil poderá tornar obsoletas as práticas que impediram seu pleno desenvolvimento.

O primeiro pilar que sustenta essa trama diz respeito ao modo com o Brasil se relacionou com seu próprio território. A extensão territorial e a multiplicidade biológica e geográfica estabelecem o Brasil como uma potência subutilizada. Para tanto, os fascículos do Livro Amarelo sugerem novos modelos para a integração territorial do país. Em primeiro lugar, é preciso reconquistar os territórios perdidos pelo Estado. Consideradas como Estados paralelos controlados pela criminalidade e pelo tráfico de entorpecentes, as favelas brasileiras tornam-se enclaves a serem reconquistados. Nessa guerra de reconquista, os investimentos em treinamentos das forças armadas e policiais e em tecnologias de policiamento devem se tornar prioridades para o Estado.

Em conjunto com a modernização técnica dos aparatos policiais, o Missão defende uma reconfiguração da legislação brasileira. Para tanto, aponta como inspiração as ações violentas e anti-democráticas promovidas pelo governo de Nayib Bukele em El Salvador. Nesse projeto de bukelização do Brasil, conforme título de um dos capítulos do terceiro fascículo, a Constituição de 1988 e seu amplo rol de direitos civis constituem um impedimento para a realização da guerra contra as drogas. Assim, o rompimento com o ordenamento constitucional da Nova República, permitiria a produção de novas leis que permitissem o encarceramento em massa de indivíduos que, vivendo em áreas dominadas por esse Estado paralelo, não seriam juridicamente cidadãos brasileiros. A constituição da violência estatal deve ser acompanhada por um crescimento exponencial da ciência brasileira. Nesse movimento, haveria um redirecionamento dos interesses de pesquisa das universidades brasileiras. Combinando investimento público e privado, a formação de um Brasil forte demanda a produção de um amplo e tecnológico aparato de defesa.

O interesse em desenvolvimento em tecnologias militares não se encerra na reconquista do território brasileiro. Para o partido, recusando as contribuições culturais de africanos e indígenas, a identidade brasileira está vinculada a uma herança lusófona. Nesse sentido, o destino manifesto brasileiro, termo utilizado nos fascículos, parte da expectativa de uma hegemonia brasileira entre os países lusófonos e que deve ser ampliada para todo o espaço do Sul Global. Isso implica uma geopolítica que, embora não alinhada unilateralmente a nenhum país, compreende o Norte Global como um espaço de domínio dos Estados Unidos e da Europa. Nesse sentido, a grandeza brasileira reside em sua capacidade de estabelecer um espaço de influência para si mesmo conquistado por meio da atualização bélica.

Por outro lado, a projeção do Brasil poderoso é associada ao incremento nos níveis de produtividade do país. Para o Missão, o subaproveitamento da produtividade brasileira, além de conectado aos problemas de integração territorial, diz respeito ao modo como as elites conduziram o país. Nessa leitura, as elites, em busca de manter seus domínios locais e seu caráter parasitário, apropriaram-se do Estado para arrefecer o ritmo de desenvolvimento brasileiro.

Assim, enfrentar o poder das elites brasileiras significa, concomitantemente, a revisão das funções do Estado. Distanciando-se de um liberalismo centrado na diminuição das interferências estatais na economia, o Missão pretende reconfigurar o Estado brasileiro como gestor e investidor. O propósito do Estado, portanto, além de garantir militarmente a soberania territorial, figura como organismo responsável por definir metas de desenvolvimento, os mecanismos mais eficazes para sua realização e, por fim, pelos investimentos em infraestrutura que deverão facilitar a produtividade das empresas privadas.

Essa reordenação rumo a aceleração da produtividade assinala a necessidade de novas relações de trabalho. Na perspectiva do partido, o encerramento da CLT e dos direitos trabalhistas impulsionam a produtividade necessária ao desenvolvimento do país. Além de defenderem legislações que permitam longas jornadas de trabalho e férias de 24 dias a cada dois anos, a demanda produtiva redefine a escola e a educação brasileiras. Nesse sentido, o funcionamento da educação básica brasileira é ordenado diretamente pelas demandas laborais das grandes indústrias tecnológicas.

Por fim, a redefinição das metas em setores como educação, defesa e economia é compreendida como um necessário processo de desdemocratização da sociedade brasileira. Conforme aponta Wendy Brown (2018), as ideias liberais do século XX, marcadas por uma justaposição entre mercado e moralidade, construíram um conceito de liberdade desvinculado da política democrática. A democracia, considerada como um regime marcado por demandas excessivas da população, conduz ao aumento indevido do planejamento estatal. Com isso, a democratização da sociedade implica, nos termos de Friedrich Hayek, o caminho da servidão.

A liberdade, desenvolvida espontaneamente ao longo da história do Ocidente, não deve ser objeto de intervenção política ou estatal. Ao fixar os indivíduos em uma redoma privada inquestionável, os espaços públicos de decisão política se tornam escassos. Apesar de compartilhar aspectos dessa matriz liberal, o partido Missão apresenta outras perspectivas para sustentar sua defesa da desdemocratização. O incremento militar e produtivo e o estabelecimento das metas para a gestão da sociedade implicam a produção massiva de dados. O tempo da democracia e das decisões institucionais assentadas nas liberdades individuais são incapazes de assegurar a aceleração tecnológica capaz de realizar a potência brasileira.

Além disso, a falência das sociedades democráticas está vinculada a uma dimensão ontológica do ser humano. No sexto fascículo, nos últimos capítulos dedicados à tecnopolítica, o Missão afirma o homem enquanto um ser técnico. Com isso, sua liberdade e realização estão necessariamente relacionadas aos modos de integração entre homens e técnicas. Nos fascículos do Livro amarelo, “a verdadeira tarefa filosófica do século XXI será, talvez, refazer essa aliança: reconciliar o devir da técnica com o devir do homem”. (Missão, 2025, p. 163)

Nesse devir humano e técnico, os espaços da política tornam-se ainda mais reduzidos. Nessa perspectiva, não se trata de garantir um espaço privado alijado da política, mas de promover a fusão entre tecnologia e política. Para tanto, o Missão defende explicitamente a “palantirização” do Estado brasileiro. Em alusão a empresa de gestão de dados americana Palantir, o objetivo é que as ferramentas de inteligência artificial operem na sintetização de dados e ofereçam os percursos mais eficazes para garantir a soberania brasileira.

A realização do Brasil potência propõe a expectativa de um futuro pós-humano. Nessa imaginação aceleracionista, o futuro reside na reconfiguração do homem enquanto espécie. A capacidade maquínica permite a superação dos limites cognitivos humanos. Para o Missão, a atualização dos sonhos de grandeza da nação depende do aproveitamento das oportunidades oferecidas pelos novos desenvolvimentos tecnológicos. Mais que a obsolescência, o risco da recusa da atualização implica a continuidade do abismo decadencial e a dissolução do espírito nacional.

Diante disso, é possível pensar a imaginação do partido Missão na esfera do realismo capitalista. Para Mark Fisher (2020), um dos principais críticos ao aceleracionismo de direita, o realismo capitalista é a imposição de uma compreensão da realidade incapaz de imaginar alternativas para além do capitalismo. Nesse sentido, o projeto político do partido Missão embarca na aceleração do capitalismo como forma de salvação dos valores fundamentais herdados do mundo lusófono e da realização das potencialidades brasileiras. Como alternativa única, essa proposta de aceleração elabora futuros autoritários. Coordenada pelo imperativo da única possibilidade de salvação, a sociedade torna-se máquina e funciona nas tramas de um controle cognitivo superior e externo liderado por uma nova aristocracia empresarial.

O projeto político proposto pelo partido Missão para a realização em 2050 estabelece uma sociedade desdemocratizada com uma gestão política organizada em torno de grandes empresas de Inteligência Artificial. Além de delinear a imaginação política de um novo partido, os fascículos do Livro Amarelo marcam uma transformação ideológica. Nessa aproximação ao neorreacionarismo, o liberalismo austríaco perde espaço. O Estado, embora ainda considerado como obstáculo para a aceleração da produtividade, é uma instituição fundamental para a criação de uma infraestrutura para a iniciativa privada. Para tanto, a fusão entre homem e tecnologia se desdobra na fusão entre política e técnica. Superar as elites que ocupam o Estado brasileiro significa, portanto, tornar a política uma gestão tecnológica operada por agentes privados responsáveis por garantir o cumprimento eficaz das metas. Diante disso, o imaginário distópico de sociedades marcadas pela desumanização tecnológica e por formas sofisticadas de controle social é assumido enquanto alternativa única para o futuro.

Para Julio Bentivoglio (2019), a distopia, para além de um gênero literário, pode ser mobilizada, em conjunto com a utopia, enquanto categorias históricas articuladoras das relações entre passado, presente e futuro. Por meio das tensões entre as imaginações utópicas e distópicas é possível apreender as condições pelas quais determinados sujeitos ou sociedades elaboram condições para suas narrativas. Nesse sentido, afirmar o caráter distópico das expectativas do Missão demanda a historicização dessa categoria.

Embora carregue o sentido de antônimo das utopias, Bentivoglio aponta que, em razão do significado do sufixo grego dys, as distopias se configuram como um local em deslocamento ou como uma refiguração da imaginação utópica. As distopias modernas, assentadas na crítica aos mecanismos de controle derivados da racionalidade científica, transformam as expectativas de progresso em cenários desoladores e aterrorizantes. Nesses termos, razão, ciência e tecnologia ocupam espaços e expectativas distintas nas narrativas utópicas e distópicas. No século XXI, o transumanismo da ultradireita, ainda que se distancie do antropocentrismo característico da modernidade, acolhe as distopias modernas como projeto. Nessa acolhida, não se trata de uma reversão da distopia em utopia. A aceleração tecnológica está associada a um momento de perigo. Diante do esgotamento das possibilidades de sobrevivência, a alternativa é a fusão entre humanos e máquinas.

Em tempos de mudanças sem precedentes, as expectativas para 2050 imaginadas pelo partido Missão assumem a narrativa de um futuro único como alternativa. Nesse projeto, o controle autoritário distópico torna-se mecanismo ordenador de uma sociedade em guerra. Nesse sentido, salvar as heranças brasileiras das ameaças bélicas ou da decadência cultural implica a figuração de um futuro único para um passado único da nação. Portanto, assumir a distopia como projeto significa, como no realismo capitalista de Mark Fisher, o estabelecimento de um real inquestionável e atualizável em consonância com o ritmo das inovações técnicas.

Combater politicamente as distopias de direita não significa, para Bentivoglio, o abandono do termo ou um retorno às utopias modernas. Trata-se de pensar a crítica distópica em sua desconfiança dos aparatos científicos e racionais para libertar diferentes formas de compreensão do presente, passado e futuro. Na recusa do controle, a distopias pós-modernas podem alimentar possibilidades de passados e futuros possíveis. É preciso também que dialoguemos com nossos monstros e fantasmas.


Referências:

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LYNCH, Christian Edward Cyril. O pensamento brasileiro: temas, problemas e perspectivas. In: LYNCH, Christian Edward Cyril (org.); SOUSA, Elizeu Santiago Tavares de (org.); CASSIMIRO, Paulo Henrique Paschoeto (org.) Pensamento político brasileiro: temas, problemas e perspectivas. Curitiba: Appris, 2019.

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MUDROVCIC, Maria Inés. Políticas del tiempo, políticas de la historia:¿quiénes son mis contemporáneos? Uberlândia: Revista Art Cultura, volume 20, número 36, 2018. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/artcultura/article/view/45584/24386

PEREIRA, Mateus Henrique de Faria. Lembrança do presente: ensaios sobre a condição histórica na era da internet. Belo Horizonte: Autência, 2022.

SIMON, Zoltán B. e DEILE, Lars (eds.). Historical understanding: past, present and future. London: Bloomsbury, 2022.


Créditos na imagem de capa: ChatGpt